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Receita Federal realiza operação em shopping na zona Norte de Teresina

Divulgação
Uma operação conjunta da Polícia Federal e da Receita Federal, denominada "SIN TAX", deflagrada nesta quarta-feira (2), revelou um esquema de contrabando e descaminho de produtos eletrônicos que abrange os estados do Pará e Piauí. Em Teresina, a ação se concentrou em uma loja localizada em um shopping na Avenida Marechal Castelo Branco, onde foi cumprido um mandado de busca e apreensão.
Ao todo, foram 11 mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Justiça Federal do Pará, sendo 10 em Belém, com a participação de 16 auditores-fiscais e analistas-tributários da Receita Federal. Além disso, foi determinado o sequestro e o bloqueio patrimonial no valor de R$ 6,4 milhões.
INVESTIGAÇÕES
Segundo a Receita Federal, a organização era especializada na importação e comércio fraudulento de aparelhos eletrônicos, como drones e celulares de alto custo. Os produtos, que entravam no país de forma clandestina, eram comercializados em cinco lojas, sendo uma em Teresina e quatro em Belém.
EMPRESÁRIO CONHECIDO É LÍDER DA ORGANIZAÇÃO
Além do contrabando, foram identificados indícios de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro, com a criação de empresas com sócios sem lastro econômico-fiscal, todas ligadas ao líder da organização. De acordo com Roger Morgado, delegado da Polícia Federal de Belém do Pará, trata-se de um empresário conhecido do estado.
"Uma organização criminosa chefiada por um empresário conhecido em Belém, que operava com várias lojas de nomes diferentes utilizando laranjas. Esse empresário também migrou para o mercado de plataformas digitais, então a venda dos aparelhos era feita tanto nas lojas físicas como em plataformas digitais, operando com uma grande movimentação de dinheiro. Houve um acréscimo de patrimônio significativo desse empresário."
DESDOBRAMENTOS
A operação é um desdobramento de investigações anteriores da Polícia Federal, incluindo a Operação Mercador Fenício, de 2022, e a prisão em flagrante de um viajante no Aeroporto Internacional de Belém, em 2023, que tentava entrar no país com eletrônicos sem a devida regularização. O delegado ainda ressaltou:
"Mais cinco alvos que são apontados como laranjas da operação, incluindo um estrangeiro natural do Suriname, figuram como peças-chave da investigação. Esse estrangeiro pode ser o elo de ligação entre o empresário e o mercado do Suriname. [...] Nós conseguimos apreender uma grande quantidade de produtos eletrônicos, e a investigação vai indicar os próximos passos para dar cumprimento a todas as medidas necessárias."