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Divulgação
A vereadora Tatiana Medeiros participou, na manhã desta sexta-feira (4), de audiência de custódia no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI), após ser presa pela Polícia Federal. Ela é investigada por suposto envolvimento com organização criminosa, crime eleitoral e compra de votos com recursos oriundos dessa facção.
A parlamentar chegou ao prédio do TRE por volta das 8h30, carregando uma Bíblia nas mãos. Durante a audiência, a produção de imagens foi proibida. A defesa de Tatiana pediu a revogação da prisão, enquanto o Ministério Público Federal solicitou vistas do processo. No entanto, o juiz manteve a prisão preventiva, autorizando a transferência da vereadora para uma sala de Estado Maior no Quartel do Comando Geral (QCG).
A Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Piauí (OAB-PI), se habilitou no processo e acompanha o caso.
Entenda o caso
As prisões de Tatiana Medeiros e de seu namorado, Alandilson Cardoso Passos (já detido em Minas Gerais), ocorreram durante a segunda fase da Operação Escudo Eleitoral, deflagrada na quinta-feira (3). A ação tem como objetivo combater a influência de facções criminosas nas eleições municipais de 2024. Os mandados foram expedidos pelo juiz eleitoral Luís Henrique Moreira Rêgo.
Além das prisões, a PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão em endereços ligados à vereadora e pessoas próximas. Entre os alvos das apreensões estão o carro da mãe da parlamentar, Odélia Medeiros, aparelhos eletrônicos e documentos pertencentes ao Instituto Vamos Juntos, fundado por Tatiana.
O padrasto da vereadora, Stênio Ferreira, e sua secretária, Emanuely Pinho, foram afastados de funções públicas. Tatiana também está proibida de frequentar tanto a Câmara Municipal quanto o Instituto, que teve suas atividades suspensas.
A defesa da vereadora nega qualquer irregularidade, afirmando que ela não cometeu crime eleitoral e que não recebeu recursos de organização criminosa. Os advogados aguardam acesso aos autos para apresentar defesa formal.
OAB questiona legalidade da operação
A Comissão de Prerrogativas da OAB-PI se manifestou criticando a condução da operação. Segundo a entidade, a Polícia Federal não respeitou o que determina a Constituição Federal ao não permitir o acompanhamento da OAB durante o cumprimento dos mandados na residência da vereadora e no momento de sua prisão. Para a seccional, a medida foi arbitrária e poderá ser anulada judicialmente.